Publicado por: José Irineu Nenevê | 31/08/2017

Ano VIII – 31/ago

“Keep calm and don’t kick the bucket” (mantenha a calma e não chute o balde).

A calma em momentos difíceis faz ver soluções. Dizem que a expressão “chutar o balde” nasceu da experiência de morte daqueles que antes de morrerem por enforcamento chutavam o balde onde estavam apoiados para deixar a corda apertar bem o pescoço e levá-la a dar cabo à própria vida. Fato que acontecia em situações de extrema angústia, desespero, falta de controle, desequilíbrio, e falta de sentido para a vida. Quando a pessoa perde o total controle de si e das situações em que está envolvida. Outras vezes, é para dizer que algo chegou ao seu limite e não tem mais solução. Ainda se pode dizer que se trata daqueles que se rebelaram contra os pesos que sobrecarregam os ombros a ponto de se tornar algo insuportável. Em tal desatino de um beco sem saída chutar o balde parece ser o último recurso para se livrar do peso pesado. Há quem queira chutar o balde por causa da raiva, do descontentamento, do esgotamento, da impaciência, mas, sobretudo, do desespero cruel em que está mergulhado. Esses não pensam duas vezes e o fazem pra valer (a forca, no caso é só um modo externo de traduzir esse desespero). Mas, há os que por medo de errar o chute, de ter que ir buscar o balde ou enxugar a água derramada, acabam por desistir da ideia e ficam só na vontade. Seja o que for, de vez em quando, a vontade de chutar o balde, não como ocorre na ideia de suicídio, mas como símbolo de algo que chegou às raias do insuportável e se quer dar um basta, representa uma ótima terapia pessoal e coletiva. É uma forma de dizer: “Chega”! O “chega” quer dizer que até ali já deu, mas que ao chutar o balde se quer mesmo é começar algo novo e virar a água do balde para ver seu movimento, sua nova direção, sua utilidade para fazer limpeza, e até para evitar a sua estagnação. Chutar o balde, nesse sentido, não é matar-se, mas matar o que quer nos matar. Isso, no entanto, exige certa habilidade e jeito. Inicialmente, dá para fazer com raiva mesmo só para desabafar, mas dá para fazer melhor mantendo a calma (Keep calm). Manter a calma não é fingir aceitação resignada. Não é evitar a explosão por fora quando se está implodindo por dentro. Nem é manter o controle da situação de forma cavalheiresca para parecer forte e inquebrantável, mas é agir mesmo, bem concretamente, soltando toda a revolta ficar mais leve dos fardos, e recomeçar a vida de modo  mais solto, mais aliviado e livre. Se a gente só chuta o balde por chutar, ou só para desabafar, pode ser que não aprende nada do gesto e com o gesto. E do outro lado, na direção em que chutamos, pode estar alguém a quem acertamos descuidadamente, e que não tem nada a ver com o que estamos passando e sofrendo. Pode ainda ocorrer de não ser o momento, nem o lugar para fazer isso, e aí estragamos tudo. Antes de chutar o balde, o importante é manter a calma. Manter a calma significa ter a calma como guia e mantenedora do processo de libertação e liberação de si. Manter a calma não tem nada a ver com sangue frio para conter-se na raiva ou na explosão, e, sim, com o não perder-se na raiva e na explosão. E sem perder-se naquilo que sente e sofre de negativo e atrapalhado, chutar o balde como quem envia para longe toda a carga, todo o peso, e tudo o que ameaçava me desestabilizar e que queria ter controle hostil sobre mim. Manter a calma antes de tudo é fazer dela, não da raiva, da indignação, do desespero e do descontrole, o móvel das ações e reações. Pois qualquer ação sem pensar, sem a calma devida, sem contar de um a três, ou sem respirar profundamente, faz do balde que chutamos, apenas uma vítima muda de nosso descarrego, mas jamais um mestre de nosso  ego ferido, ou do nosso desejo de mudança e transformação. O melhor é; “Keep Calm and carry on” (mantenha a calma e siga em frente). (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).

Bom Dia!
(21 anos)

 

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Responses

  1. Bom dia!


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