Publicado por: José Irineu Nenevê | 23/11/2017

Ano VIII – 23/nov

 “As fronteiras não são leste ou oeste, o norte e o sul, mas ali aonde o homem se enfrenta com um fato” (Henry David Thoreau, escritor, poeta e pensador espanhol, 1817-1862).

Somos livres quando conhecemos nossas fronteiras. Por fronteiras se entende os limites, onde há um empecilho para a passagem. Entre países há as autoridades de cada lado examinando documentação e bagagem para limitar o acesso. Para os que caminham, as fronteiras podem ser os acidentes geográficos, enfim, fronteira é um limite. Há vários limites e fronteiras, físicas ou psicológicas. Este limite é diferente para cada um, é um feito ou um fato. Por exemplo, para quem em um acidente ficou com alguma seqüela, ela é o seu limite, e a partir dela tudo deve ser repensado. Para quem feriu alguém, este fato é o seu limite, e as conseqüências vão depender de como isso vai ser trabalhado. Negar ou fugir (das fronteiras ou limites) só piora a situação. É melhor e mais honroso enfrentar logo e resolver do que adiar, pois o tempo vai cobrar o que deixou de ser feito hoje. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).

Bom Dia!
(21 anos)

 

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Publicado por: José Irineu Nenevê | 22/11/2017

Ano VIII – 22/nov

“A paciência nos ensina a não ter pressa, mostrando que há uma razão e um tempo para tudo. Permite-nos sorrir para desafios e crises, porque nos faz entender que há solução para todos os problemas. Ensina-nos a abrandar nossas respostas ao dar tempo para avaliar a situação com mais clareza. Gentilmente permite-nos aceitar as cenas do drama da vida, sabendo que as nuvens passam. Para ter paciência é preciso ter fé em si, nos outros e em Deus. Grande é o poder da paciência” (Brahma Kumaris).

A palavra “paciência” vem do latim (patientia). “Pati” é sofrer, agüentar. Para ficar firme diante da adversidade é preciso de uma boa base mental. Esta base vem de um exercício diário de autocontrole onde se aprende a ouvir o que o som é incapaz de reproduzir, o “som” do vazio. Internamente nós vamos nos fortalecendo. Neste exercício é muito importante respeitar o tempo de cada coisa. Há coisas que são rápidas e outras que são calmas. Equilibramos-nos entre elas, e nelas exercitamos a paciência. Quando respeitamos o tempo próprio, estamos em harmonia com o todo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).

Bom Dia!
(21 anos)

 

Publicado por: José Irineu Nenevê | 21/11/2017

Ano VIII – 21/nov

 “O amor machuca. É como entregar-se a ser esfolado e saber que, a qualquer momento, a outra pessoa poderia sair com sua pele” (Susan Sontag, escritora, crítica de arte e ativista americana, 1933-2004).

Sem amor nada funciona direito. No grego antigo há vários vocábulos para expressar o “amor”. “Eros” evoca o amor romântico, entre apaixonados. “Philia” é o amor amizade, com lealdade e companheirismo. “Agápi” (cáritas em latim) é o amor divino, incondicional, que inclui até o auto-sacrifício. “Storge” é o amor que procede da afeição natural, que nasce espontaneamente, como entre os parentes. “Ludus” ou amor brincalhão, presente mais entre os jovens que se divertem e sentem alegria de estarem juntos. “Pragma”, ou amor maduro, com paciência e tolerância, que se aprofunda com o tempo. “Philautia” ou amor próprio (diferente do narcisismo), que procura se conhecer para poder amar. Mas em todos eles, há um acolhimento da pessoa do outro tal como é, e se encanta com isso, vê além das aparências, e isso lhe faz bem, por isso perdoa os deslizes, pois sabe que eles são passageiros, a essência permanece. A realidade do amor ultrapassa os entendimentos. Sua morada é o coração. A “energia” presente no amor harmoniza o universo. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).

Bom Dia!
(21 anos)

Publicado por: José Irineu Nenevê | 20/11/2017

“O sofrimento não depende tanto do que se padece quanto de nossa imaginação que aumenta nossos males” (François de Salignac de La Mothe, ou “Fénelon”, teólogo e escritor francês, 1651-1715).

Nossa imaginação tem a capacidade de aumentar ou diminuir nossas sensações. Muitas pessoas têm pavor só de ver a agulha de injeção a ponto de sentir dor antes mesmo de sua pele ser tocada pela agulha.  E da broca do dentista então, só de ouvir o som do giro da broca, já ficam tensas. Isso acontece porque nosso sistema de defesa antecipa o que pode acontecer e já começa a “fuga” para evitar sofrer. Em outras palavras isto é falta de autocontrole. Em situações de desastres ou calamidades, podemos ver mais facilmente heróis que superam sua dor e ajudam a muitos apesar de seus males. Penso que a sensação de dor é diferente de pessoa para pessoa, e de cultura para cultura, além de estar associada ao tipo de criação, que incentiva ou sublima esta sensação. Quem já passou por traumas onde teve que ser mais forte que a dor, aprendeu que é possível dominar esta sensação, amenizando o sofrimento. Algumas tribos desafiam os jovens a enfrentarem a dor através de vários jogos ou desafios, formando neles uma capacidade de superação da sensação de dor. Só depende de nós o controle da sensação de dor. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).

Bom Dia!
(21 anos)

Publicado por: José Irineu Nenevê | 17/11/2017

Ano VIII – 17/nov

“Se tivesse de definir a democracia, poderia dizer que é a sociedade na qual não só é permitida, mas necessária, o ser pessoa” (Maria Zambrano, filosofa e escritora espanhola, 1904-1991).

Democracia na sua definição mais simples e razoável é o “Governo do Povo, pelo Povo e para o Povo” (Abraham Lincoln). O Povo no governo, aqui entendido, difere em muito de regime comunista de poder, em que pretensamente se diz dar o governo ao povo, mas este ainda é refém de grupos que sustentam o poder em regime de força e ditadura. A Democracia, nos ditos países democráticos, também não é Democracia no sentido mais original e originário da palavra. Em muitos países é mais uma “demôniocracia”, por causa das ações injustas das elites do poder, do que uma democracia em sentido estrito e pleno. Por outro lado, dificilmente se entende democracia como o governo da pessoa. Ou seja, do exercício do tornar-se pessoa para participar do governo democrático. Nessa concepção o que vem primeiro é o esforço de cada um ser em primeiro lugar o que é, pessoa. Ser pessoa é o trabalho consigo mesmo para deixar desabrochar a própria identidade. Trata-se de “auto-compreender-se” como ser único, indivisível, singular, mas, também, como alguém que é pertença e participante do todo de uma Sociedade. A Sociedade, neste caso, só ganha se tiver dentro e no meio dela pessoas. E pessoa assim entendida é um processo de individuação (como dizia Jung, psicanalista alemão). É um processo de contínua construção, formação, e crescimento na sua própria identidade. No momento atual em que vivemos e clamamos pelo processo de democratização do país, o acento parece estar em políticos e em ações políticas que dizem poder salvar o país. O problema é que na maioria dos casos os políticos deixaram de ser pessoas para ocuparem o poder, e se despersonalizaram em atos de corrupção. A política, por sua vez, se tornou o exercício de homens e mulheres despersonalizados e corrompidos que tratam a coisa pública como lugar de gestão de interesses individuais e grupais. A Democracia é o Governo do Povo, mas um Povo formado por pessoas e não por meros indivíduos. Sem isso, ou melhor, sem pessoas, a Política, que é o lugar por excelência do exercício do Poder daqueles que são propriedades de si mesmos, ou que se apropriaram de sua dignidade maior como pessoas, e que se ocupam e preocupam em trazer à tona a causa pública como bem de cada um e de todos, vira uma espécie de arena de gladiadores, onde só os mais fortes é que sobrevivem sustentados por uma platéia enlouquecida que assiste ao circo de horror apenas para obter diversão e pão. Nesse sentido, talvez, tenhamos que buscar ser e buscar ter no exercício do poder, pessoas, não políticos. Ou melhor, pessoas exercendo o poder não só dentro de um Congresso, mas dentro e fora dele o tempo todo. Um poder personalizado. Personalizado enquanto ação de pessoas ou de personagens. Personagens principais de um processo político em nosso país. Jamais meros figurinos ou vítimas de um sistema. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).

Bom Dia!
(21 anos)

 

Publicado por: José Irineu Nenevê | 16/11/2017

Ano VIII – 16/nov

“A pior prisão é um coração fechado” (João Paulo II, químico, esportista, operário e papa polonês, 1920-2005).

“Não fecheis o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor” (salmo). Ao coração é atribuído ser o centro de nossas emoções, talvez porque ele altera o ritmo de seus batimentos conforme nossas atividades físicas ou mentais. Sem ele tudo para. A porta do coração só se abre a partir de dentro, do interior, do nosso querer. A isso chamamos de livre arbítrio. Uma pessoa alegre e receptiva, dizemos que tem um coração aberto. Uma pessoa carrancuda, amargurada, agressiva etc. nós dizemos que ela tem um coração fechado. Então, quando alguém, por qualquer motivo, fecha seu coração a tudo e a todos, sem permitir qualquer aproximação, ela transformou seu coração em uma solitária, ou seja, em uma terrível prisão. Só com muito amor e oração é que se pode rever este quadro porque a fechadura que abre o coração está do lado interno e só a pessoa pode abrir. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).

Bom Dia!
(21 anos)

 

Publicado por: José Irineu Nenevê | 15/11/2017

Ano VIII – 15/nov

“De nada serve ao homem conquistar a Lua se acaba por perder a Terra” (François Charles Mauriac, escritor francês, 1885-1970).

“De que adianta o homem ganhar o “mundo todo”, se perder sua “alma”?” (Marcos 8,36). Na década de 60 e 70 falava-se muito da conquista espacial e do homem ir à Lua. Esse sonho foi alcançado quando Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram pela primeira vez no solo lunar em 1969, com a missão Apollo 11.  Depois desta conquista o sonho foi conquistar as Galáxias. Muitas viagens foram empreendidas para esse fim com os mais variados tipos de foguetes, sondas e espaçonaves. Hoje, o foco parece estar na conquista e povoamento do Planeta Marte. Embora a conquista, o sair de si, o explorar novos horizontes, seja uma constante do Homem, desde sua saída das cavernas, nos últimos tempos o que alimenta mesmo sua ânsia e ambição não é nem tanto sua natureza conquistadora ou exploradora, mas seu ímpeto de consumo. Marte virou um projeto de consumo do homem terrestre. Do homem que se cansou de explorar a Terra, e que por não ter encontrado o que buscava na Lua, vai agora em busca de consumir Marte. No fundo as viagens são mais a expressão de um vazio e insatisfação ( fruto de seu ser consumista) com tudo o que possui e conquista, do que o desejo de conhecer e viver algo novo que traga mudanças no seu modo de ser, de pensar e agir mais humanamente aqui na Terra. É como alguém que em se cansando de estar casado, busca outras aventuras para tentar preencher o vazio que sente e a carência que tem. Ao entrar em outra relação leva consigo o vazio e a carência. Ao final, acaba por destruir também essa nova relação, pois não mudou o essencial em si. A busca por outras realidades aqui ou em outros planetas e Galáxias é importante e notável, porém, não deveria ser ao modo da fuga e do abandono do que já se tem. Ir em direção à Lua, de Marte, ou de qualquer outro lugar que se sonhe, pode ser muito bom e válido para dar mais conhecimentos a respeito de nós mesmos e de outros mundos. O que deve ser pensado, no entanto, é se todo esse empreendimento vale a pena quando a “nossa casa comum” está sendo simplesmente abandonada e depredada, depois de usada e abusada. Talvez, antes de qualquer projeto que nos projete para o espaço, tenhamos que cuidar melhor do que temos e somos enquanto Planeta e Casa comum. Ir para frente deixando para trás alguma coisa, nunca pode ser um ato de desprezo, abandono e rejeição ao que fica, como se não tivéssemos mais nada a ver com o que aqui fica. Ir para frente rumo a outras conquistas e explorações tem que ser eco do bem já feito por aqui durante milênios. Jamais a fuga de nós mesmos, do que temos e somos enquanto seres que pertencem à Terra, e à qual somos responsáveis por ela. De nada nos serve fazer a conquista para fora do Planeta Terra se a Terra não tiver sido bem cuidada, pois levaremos para outros mundos o que aqui fizemos de bem feito ou mal feito. Significa, que antes de qualquer conquista ou saída do Planeta está em jogo o nosso modo de ser e de cuidar enquanto Homens, pois jamais levamos o que temos para onde quer que possamos ir (ainda que algo do que temos vá junto), mas levamos sempre o que somos. O que somos é que se torna mundo aqui ou em qualquer lugar do Universo ou como se diz, hoje, dos Universos paralelos. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).

Bom Dia!
(21 anos)

 

Publicado por: José Irineu Nenevê | 14/11/2017

Ano VIII – 14/nov

“Viver a vida com seriedade não é viver a vida com severidade” (Raphael Mello Block, pensador brasileiro no Facebook).

É sinal de sabedoria saber ser flexível diante das “tempestades da vida”. Série tem a ver com uma espécie de sequência em que as coisas estão concatenadas, unidas entre si. É um estilo linear de se fazer, pensar, sentir e viver as coisas. Esse modo linear pode ser muito bom para focar a pessoa no modo como se responsabiliza por tudo o que lhe é dado a cada momento realizar. Seriedade no comer significa comer conforme a comida exige ser comida, para gerar saúde. Seriedade no trabalho é trabalhar focado no que interessa, para realizar bem a obra que foi incumbida. Seriedade no rezar é estar totalmente ligado, conectado ao Divino, para ser uno com Ele. Sendo assim, tudo o que é sério tem a lógica própria do sério que precisa ser respeitada. O problema é quando o sério se torna austeridade, severidade. A seriedade ao estilo austeridade ou severidade é aquela que nos leva para o mau humor, para a rigidez e inflexibilidade. Desta forma, começamos a ficar duros no modo de fazer e viver as coisas, não permitindo a nós mesmos qualquer desvio ou mudança no modo de lidar com as coisas, que não seja ao modo da seriedade. É sempre do mesmo jeito. E se houver algo que pareça ser diferente ou ao contrário do que pensamos, imaginamos, vivemos, ou daquilo com que tocávamos a vida, então entramos em crise e dizemos que perdemos a seriedade e que tudo virou brincadeira. A brincadeira no caso é vista como algo ruim, como quebra da seriedade. Em tais situações se diz que jamais se deve brincar com coisa séria. Na verdade, nunca se brinca com coisa séria, mas pode-se brincar em meio as coisas sérias da vida, para tirá-las do dogmatismo ingênuo em que estão colocadas, ou com a rigidez e severidade com que as vemos e colocamos. Brincar, porém, não tem a pretensão de ridicularizar o sério, mas de dar humor a ele, de tal forma que o sério entenda que cabe nele, também, a alegria, a brincadeira, o sorriso, e a diversão que o suaviza e unge. Aliás, a vida sem humor dentro do sério é semelhante aos velhos ranzinzas e aos jovens puritanos que vêem escândalo e indecência em tudo, até lá onde a inocência brinca de ser séria. Séria quando se trata de romper com tudo o que é fixação e dureza para com aquilo que precisa fluir e se soltar na vida. Aliás, brincar tem o sentido de deixar as coisas aparecerem no seu brilho. Quando nos enrijecemos na seriedade nua e crua da vida, corremos o risco de empalidecer e fazer as coisas perderem o seu brilho vital. E a palidez é sintoma de que estamos adoecendo em alguma coisa dentro de nós. Então, na vida nem tudo é só seriedade, nem tudo é só brincadeira. É possível ser sério na brincadeira, e brincar, também, com as coisas sérias. Contanto que em nenhum desses movimentos banalizemos, tiremos ou percamos o brilho que a vida tem e precisa ter em cada situação. Melhor dizendo, em cada série ou sequência que ela nos brinda com seu brilho. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).

Bom Dia!
(21 anos)

 

Publicado por: José Irineu Nenevê | 13/11/2017

Ano VIII – 13/nov

“Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos” (Livro dos Provérbios 4,23).

Nossos pensamentos guiam nossas ações. Vivemos recebendo uma série de informações o tempo todo, principalmente quando estamos de posse de um dispositivo eletrônico (tipo celular), e muito de nosso precioso tempo fica a disposição de ler e responder. Penso que esta capacidade de acesso é um privilégio que temos a mão. Temos acesso a tudo que está acontecendo no mundo em instantes. Coisas boas e coisas ruins. Mas exige de nós cuidados. Nem tudo o que recebemos nos faz bem. Existe muita coisa que parece engraçada que só nos prejudicam. O perigo está em influenciar nossos pensamentos de forma negativa, pois tudo que entra em nossa mente tende a crescer e influenciar nossas decisões. Filtre antes de engolir como verdade as coisas que recebe. Também evite repassar coisas que prejudicam as pessoas, mesmo que seja brincadeira. Organize seu tempo, aproveite o sol, tenha critério de só acessar quando você estiver livre de suas obrigações. Podemos mudar o mundo e o nosso país, se usarmos as informações de forma inteligente, sem perder o tempo com brincadeiras sem graça, ou com coisas que não nos dizem respeito e carecem de comprovação. O “tesouro de nosso coração” (nossos pensamentos) deve estar repleto de coisas boas, que nos ajudam a caminhar de forma segura, ajudando a quem precisa. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).

Bom Dia!
(21 anos)

 

Publicado por: José Irineu Nenevê | 10/11/2017

Ano VIII – 10/nov

“Nasci para satisfazer a grande necessidade que eu tinha de mim mesmo” (Jean-Paul Sartre, escritor e pensador francês, 1905-1980).

Necessidade é tudo o que é importante e que a gente tem que buscar realizar. É o que temos que satisfazer se queremos estar ou nos sentir satisfeitos de verdade. Há necessidades pequenas e grandes. E quanto maior a necessidade mais importância ela assume em nós. Com base nisso, temos muitas necessidades solicitando nossa correspondência a elas o tempo todo. Há necessidades que são criadas sem nossa participação, mas que exige nosso envolvimento, e há necessidades que criamos. Diante de toda e qualquer necessidade que se nos apresenta, então, temos que decidir, priorizar, qual delas atender por primeiro. É comum que nos envolvamos com as mais urgentes, com aquelas que não permitem recuo ou adiamento. Porém, há uma necessidade que, em geral, se ignora sua importância maior. A de satisfazer a necessidade de mim mesmo. Satisfazer a mim mesmo é muito confundido com egoísmo. O egoísta não busca satisfazer a si mesmo, busca satisfazer um pseudo-ego, ou a visão distorcida de si. O egoísta faz de si o centro e põe tudo e todos para girar ao redor de si. E se nada girar ao redor dele, ele se desintegra, se autodestrói. Satisfazer a mim mesmo tem a ver com o fazer-me, ou melhor, com o fazer a mim mesmo da melhor maneira possível. Esse fazer a mim mesmo da melhor maneira possível, significa buscar realizar o que é o melhor de mim mesmo. E isso não está pronto, é uma tarefa, uma responsabilidade, um contínuo compromisso comigo mesmo. É como se eu fosse esculpindo ao longo da vida a mim mesmo, até revelar totalmente quem sou, minha grandeza e beleza que estava ali disposta, mas escondida de mim mesmo. É, com outras palavras, tornar-me o que sou. E isso exige lapidar até o próprio ego+ismo, ou seja, o ego fechado e, muitas vezes, desintegrado, por evitar expor-se ao trabalho libertador consigo mesmo. Todos nós nascemos com essa necessidade de satisfazer a nós mesmos. Apenas passamos o tempo da vida e a vida no tempo nos rodeando, protelando, e fingindo que desconhecemos essa incumbência sobre nossa própria existência. Por negligenciar essa incumbência é que buscamos satisfazer a nós mesmos com tudo o que não nos satisfaz, e vamos passando os dias nos enchendo interna e externamente com superficialidades, com sucatas, e com tudo o que não nos enche e nem preenche. Isto é, fazemos o caminho inverso da satisfação, e é por isso que nos encontramos totalmente insatisfeitos, apesar de buscar tantas satisfações. Satisfazer a mim mesmo é um contínuo trabalho comigo mesmo de libertar-me para mim mesmo e para a grande vida. Com o tempo isso aos poucos isso vai dando consistência e plenitude no existir. (Reflexão feita por Jose Irineu Neneve).

Bom Dia!
(21 anos)

 

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